Nosso Bairro

História

A localidade “Paulicéia” denominava-se Sítio dos Alves, posteriormente Sítio Paulicéia, pertencente ao Coronel Francisco Rodrigues Seckler, situada no fim da “Estrada Alves” com acesso pela Estrada do Sacramento e do Cavalheiro a partir do Bairro dos Meninos.

Por volta de 1914, a área foi dividida pelo proprietário, em quarteirões de 40.000 m2 que se constituía em quatro quadras de 10.000 m2 (chácaras), e em 1918 foram vendidas a terceiros sem qualquer plano de loteamento (urbanização).

Somente a partir de 1930 é que começaram a se instalar na localidade as primeiras famílias: Magnani (1930), Raggiani (1934) e os Marins, proprietários das olarias.

A primeira via de acesso para a região foi a atual Av. Cesar Magnani (antiga bifurcação da Estrada dos Alves com Rua 1) sendo que até 1947, o meio de transporte utilizado na região era o carro de bois, através de áreas de brejos.

Em 1944, a Emissora Rádio Record de São Paulo instalou seus transmissores (junto ao km 15 da Via Anchieta) e em 1946 a Capelinha Nossa Senhora Aparecida foi construída (Capelinha Record), tornando-se tradicional no Brasil todo, porque a emissora transmitia diretamente as missas realizadas aos domingos, atraindo assim inúmeros fiéis em romarias das mais diversas localidades, que vinham assistir às missas.

A capelinha da Record foi construída em 1946, como cumprimento de uma promessa pela casal Paulo Machado de Carvalho e transformou-se, com o tempo, no Santuário mais procurado da região pelos romeiros de todo o Grande ABC. Foi destruída para dar lugar à Avenida 31 de março. Por isto, uma outra, nos mesmos moldes, foi construída a pelo menos 500 metros de distância da antiga.

Paulo Machado de Carvalho construiu a capela à beira do Ribeirão dos Meninos e alguns anos depois trouxe a antena retransmissora de sua estação de rádio de Aparecida para a Vila Paulicéia, ao lado da capela – daí o nome da Capela da Record.

Praticamente até junho de 1947 não houve desenvolvimento do bairro, quando as famílias Iacoponi e Scatene, proprietários de áreas na localidade, efetuaram o desmembramento dessas áreas em lotes urbanos, sendo que o primeiro morador, nesta segunda fase, foi o Sr. Pedro Fidelis da Silva.

Paralelamente à urbanização houve o desenvolvimento industrial da localidade e a primeira indústria a se instalar foi o Cotonifício São Bernardo S/A (1951) – na época conhecida por tecelagem Bruma – e a Ismarta S/A (1952), posteriormente a Cerâmica Silva (hoje extinta) e a Mercedes Benz do Brasil (1954) promovendo então o grande surto de desenvolvimento do Bairro.

A primeira escola fundada no bairro foi a escola particular dirigida pela professora Kate, e a primeira linha de ônibus pertencia ao Sr. Julio de Souza, cujo itinerário era Paulicéia-Sacomã (os ônibus eram conhecidos como “Poeirinha”(apelido usado até hoje para a linha Taboão que passa por lá).

O cemitério da Paulicéia foi inaugurado em 27/06/1967.

Foi o primeiro bairro a ter praticamente 100% de suas ruas com iluminação à vapor de mercúrio.

 

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